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02 de agosto, 2018

O que vou fazer da minha vida?

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É muito provável que esta seja a terceira pergunta mais feita no universo, logo depois de como chegamos aqui e para onde iremos após a morte. Passamos boa parte do tempo tentando encontrar uma resposta clara para isso. Segundo dados científicos, aproximadamente um terço de nossas vidas é dedicado a procurar alguma coisa. Qualquer coisa. Isso mesmo! Um terço ou, em números absolutos, trinta anos para 09alguém que morre aos noventa.

O que farei da minha vida é uma pergunta que permeia todas as fases da experiência humana. Quando criança, por exemplo, a noção de vida é mais imediata e a pergunta se transforma em uma afirmação: mãe, estou entediado. Num sentido mais amplo, isso quer dizer não sei o que fazer agora. Na pré-adolescência, as discordâncias de tudo o que os pais falam sugere a mesma questão: como nem eu sei o que vou fazer, quem são vocês para me dizer o que fazer?

Já na adolescência, ser aceito é a palavra de ordem, então, como não sabemos o que fazer da vida, fazemos qualquer coisa para agradar a turma à qual pertencemos. Na juventude, as responsabilidades aumentam e sofremos tanta pressão dos pais e da escola que, a partir daí, a pergunta começa a ser elaborada mais objetivamente: que profissão quero exercer?

O grande ponto de inflexão é que, uma vez vencidas as etapas de formação da identidade, já deveríamos teoricamente estar aptos, satisfeitos ou bem colocados naquilo que somos ou desejamos ser. Existem inúmeras controvérsias relacionadas ao homem ser ou não um produto do meio, mas faço aqui uma outra indagação: numa sociedade onde o “ter” está léguas à frente do “ser”, ponderar sobre satisfação interna não estaria diretamente ligado ao quanto as pessoas se sentem perdidas?

Se quero ter e faço tudo para isso, minha satisfação é momentânea, meus valores são distorcidos e o que me governa é o meio externo onde consegui conquistar ou mostrar algo que fiz para alguém. Por outro lado, quanto mais sei quem sou, para onde quero ir e quais são meus reais valores, mais me aproximo do conhecimento do “ser”, acessando diretamente a espiritualidade, que é aquilo que coloca as pessoas em contato direto o que é real e não superficial.

A conclusão? O legado! O que você quer ter significa o que você quer ser. O que você quer ser significa o que você quer ter. E isso pode responder muita coisa a seu respeito, capisce?

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